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Boletim de Treknologia Nº 2 - Hypospray
Escrito por Cadete Tamosauskas   
Qua, 15 de Junho de 2011 08:14
hyposprayAicmofobia. O medo de agulhas era tão comum antes do advento do hipospray que tínhamos até um nome para ele. Em alguns casos o desespero fazia a pessoa se mexer tanto que eram necessárias várias tentativas para acertar a veia, tornando a situação ainda pior. Algumas pessoas até desmaiam, mas a verdade é ninguém gostava de ter a pele furada por um pedaço de metal. Hoje esta situação chega a lembrar uma seção de tortura ou uma cena de filme de terror, mas isso apenas porque nos acostumamos a esta admirável conquista das ciência médica.¹

Apesar das diferenças o hipospray cumpre a mesma função que as velhas injeções. Mas ao invés de ferir a pele é usado um mecanismo não-invasivo de ar comprimido para transferir o injetante na camada logo abaixo da pele ou nos vasos sanguíneos. Além disso o hipospray pode ser usado para coletar amostras de ar e líquidos para uso futuro. Seu uso para retirada de líquidos corpóreos nunca é mencionado possivelmente devido ao grandes progressos de analise não invasiva possibilitadas pelo tricorder médico e outros equipamentos. Tudo isso é feito sem o uso de agulhas e portanto reduzindo bastante o risco de infecção.


Diferentemente das antigas agulhas hipodérmicas, o hipospray pode ser usado em múltiplos pacientes, sem qualquer preocupação com a proliferação de doenças sanguíneas. Tipicamente uma injeção de hipospray é dada na lateral do pescoço, lugar comum de fluxo sanguíneo em diversas espécies humanoides, entretanto em casos emergências a dosagem pode ser aplicada até mesmo sobre roupas finas. Todas estas vantagens são importantes na prática médica, mas para o pacientes a melhor delas é que processo todo é indolor.²


O princípio básico do hypospray é conhecido desde o século XX, mas só entrou em sua versão atual em meados do século XXIII. O princípio básico é simples como toda grande idéia. Um jato de ar comprimido é usado para empurrar a força o medicamento entre as células da pele. No início a coluna de ar não era tão pequena e portanto o processo não era indolor, sendo talvez este o grande motivo de não ter sido amplamente usado. Mesmo assim representou um grande ganhou especialmente para o uso veterinário de animais de grande porte já que ão haviam agulhas para serem quebradas por animais assustados.


O avanço seguinte ocorreu no século seguinte quando cientistas do Massachusetts Institute of Technology desenvolveram uma técnica adaptada do ultra-som, no qual a camada superficial da pele é primeiro desestatizada de modo que o jato pode criar um caminho nas camadas de gordura entre as células. Desde esta época a espessura do jato de ar diminui consideravelmente chegando hoje ao tamanho microscópico que torna o processo indolor e capaz de penetrar em camadas grossas de pela apresentadas por alguns humanoides.


O aparelho é adotado como padrão pela Frota Estelar no século 22, após ter se provado útil e versátil nas históricas missões da primeira Enterprise segundo os relatórios apresentados por seu oficial médico chefe Dr. Phlox. Embora tenha diminuído de tamanho e apresentados diferentes formatos de modelo com o passar do tempo seu princípio básico permaneceu o mesmo. A única grande novidade acontece no século 23 quando os controles de dosagem acoplados e o multi-armazenamento passam a ser recursos padrão nos hiposprays em uso por toda Federação.

 

Notas:
¹ O uso do hipospray na série clássica foi uma solução prática para as restrições da NBC de proibir o uso de seringas no set de filmagens.
² Na verdade o filme dirigido por J. J. Abrams apresenta o único momento em que o uso do hipospray parece causar algum tipo de incomodo.

 

Bibliografia: Memory Alpha
Star Trek: The Next Generation Technical Manual), Rick Sternbach, Michael Okuda
The Star Trek Encyclopedia, Michael Okuda
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