| Foundation’s Edge de Isaac Asimov: O fim é o começo é o fim |
| Escrito por Comandante Cristina Pratini e Tenente Junior Vitória Pratini | ||||||||||||||
| Ter, 17 de Maio de 2011 19:58 | ||||||||||||||
Três décadas após suas histórias sobre a Fundação se tornarem clássicas, Isaac Asimov retorna àquele universo. No vencedor do Hugo, Foundation's Edge, ele cobre terreno velho e novo, e mostra como uma galáxia inteira pode trabalhar em harmonia, em mais de um sentido.Edge Foundation de Isaac Asimov, ganhou o Prêmio Hugo de melhor romance em 1983.
Eu achava que Segunda Fundação era meu livro favorito da série. Talvez tenha que corrigir isso. Talvez isso soe um pouco louco, eu acredito que há uma suposição geral totalmente defensável de que adições posteriores de Asimov não têm tanta vitalidade e entusiasmo que a marca original Foundation Trilogy. E acredite, você não vai me ouvir argumentando que Foundation and Earth , Prelude to Foundation , ou Forward the Foundation são tão astutos e interessantes como os seus antecessores mais jovens.
Mas Foundation's Edge ...
Para aqueles que estão se juntando a nós, deixe-me recapitular brevemente: Isaac Asimov escreveu uma coletânea de contos e novelas, entre 1941 e 1950 sobre a Fundação, uma agência criada pelo matemático Hari Seldon para preservar o conhecimento da humanidade após a queda do grande Império Galáctico. Guiado pela ciência de Seldon de psico-história para prever o futuro, a Fundação iria reduzir o que de outra forma seriam 30.000 anos de escuridão para um único milênio. Essas histórias foram coletadas em três romances - Fundação, Fundação e Império e Segunda Fundação (Foundation, Foundation and Empire, and Second Foundation) - e eram frequentemente considerados como o melhor trabalho de Asimov.
O único problema com a trilogia Fundação inicial era de que era suposto para cobrir 1.000 anos - e ele só correu por três séculos ou mais. Durante anos, os fãs imploravam por uma continuação. E, finalmente, obrigado Asimov, com Edge Foundation , publicado em 1983.
Obviamente, Edge é um pouco diferente das histórias anteriores, em que é escrito como um romance de stand-alone, ao invés de ser um conjunto de peças ligadas mais curto. Mas eu não quero fazer muito disso, exceto para notar que a abordagem parece apropriada para mim. Não há nenhuma razão Asimov tinha que escrever o livro como um todo unificado, não posso imaginar Doubleday teria rejeitado se tivesse dividido em duas ou três ou quantos segmentos distintos, ou que os fãs teriam pensou duas vezes sobre fazê-lo.
Edge começa como uma outra iteração do que veio antes - especialmente nos primeiros três capítulos curtos, onde somos apresentados ao protagonista Golan Trevize e seu companheiro, o velho historiador Janov Pelorat - em última análise, Asimov inicia-nos numa viagem que vai nos levar mais longe a Fundação planeta natal de Terminus do que jamais foi antes. Parece cabendo somente a fazê-lo no comprimento de forma romance, é apenas mais um exemplo de como a escala é constantemente movida na série Fundação.(Dito isto, eu não quero exagerar a importância da mudança de formato. Parece mais provável que, assim como Asimov escreveu a Fundação primeiras histórias como contos ou novelas, porque eles foram contratados por uma revista que negociados nesses formatos , ele escreveu Edge como uma novela inteira, simplesmente porque o seu editor pediu-lhe um livro inteiro.)
Resumo de Foundation's Edge: A Prefeita de Terminus, Harla Branno, está no auge do seu prestígio político, após a costumeira aparição holográfica de Hari Seldon haver confirmado que todas as suas posições políticas estavam previstas no Plano. Quinhentos anos após o nascimento da Fundação, Terminus passou de uma pobre colônia de cientistas isolada e impotente para a capital de um império cujo peso tecnológico e comercial paira sobre metade da galáxia, e não há dúvida de que ela esteja a meio caminho de se tornar o Segundo Império. Porém, neste dia de celebração, Golan Trevize, um membro do Gabinete dono duma intuição incomum, levanta a suspeita de que talvez os últimos eventos sigam o Plano Seldon bem demais — que a Segunda Fundação não esteja extinta, e pelo contrário esteja ativa a guiar o futuro da Fundação. Ele revela suas impressões em particular para um colega de Gabinete, Munn Li Compor, que trai a sua confiança e revela a suas inquietações para a Prefeita. Trevize então impudentemente ataca as decisões de Branno numa reunião do Gabinete, levando à sua prisão por traição e remoção de cargo. Branno esperava que Trevize a desafiasse abertamente neste exato momento em que ela desfruta do favor da opinião pública, e engenha para que Trevize seja exilado. Ela lhe ordena que deixe Terminus e saia em busca da Segunda Fundação. Para encobrir a natureza do "exílio" de Trevize, faz-se que ele seja acompanhado por Janov Pelorat, um professor de História Antiga, cuja especialidade e maior anseio é a localização do lar original perdido da humanidade, a Terra.
Simultaneamente, em Trantor, Stor Gendibal, um jovem porém ascendente mentalista na hierarquia da Segunda Fundação, deduz um segredo importantíssimo e o conta ao Presidente — que o Plano Seldon, cujo avanço é o dever sagrado da Segunda Fundação, está avançando com uma precisão muito melhor do que a probabilidade permite; que portanto uma organização mais esquiva e mais poderosa do que a S.F. deve estar guiando os eventos da galáxia. Ele também acha suspeito que Trevize haja sido exilado de Terminus numa nave espacial da última geração, em vez de ter sido apenas preso ou exilado a bordo duma nave qualquer. Ele acredita que Trevize está servindo de "pára-raio" para a Prefeita de Terminus, para atrair e expôr a Segunda Fundação.
Em seguida, na manhã antes da reunião do Conselho na qual Gengibal planejava contar suas suspeitas, ele é acossado e quase linchado por fazendeiros trantorianos locais; muito suspeito, dada a hora do assaulto e dado que os hameses são pacíficos e têm um temor supersticioso dos membros da S.F. Não fosse uma aldeã aparecer e parar a turba, Gengibal teria sido espancado, pois os segundo-fundacionistas tem como código de honra jamais usar seus poderes contra a população local sob qualquer condição que seja.
A prefeita Harla Branno, temendo que, conforme a sua glória se esvaia, as vozes do Gabinete comecem a se levantar em dúvida sobre o destino de Trevize, força Compor a seguir Trevize numa nave semelhante.
Ao chegar à mesa do Conselho, Gendibal provoca a ira dos Parlamentares ao acusá-los de tentativa de homicídio, em referência ao ataque dos fazendeiros. A parlamentar Delora Delarmi convence os demais a votar pela destituição de Gengibal.
Trevize e Pelorat, enquanto viajam na nave mais avançada e rápida da Fundação, começam a falar do interesse de Pelorat sobre a Terra e sobre as lendas ao redor dela. De início indiferente e duvidoso, Trevize toma interesse na Terra quando ele percebe que a famosa frase de Seldon de que a sede da Segunda Fundação estaria "na ponta oposta da galáxia" poderia se referir à Terra; Terminus é um mundo sem abundância de recursos naturais na extrema borda da galáxia e foi, portanto, o último planeta a ser colonizado pelo Império; a Terra, na ponta oposta da linha do tempo, foi o primeiro mundo habitado pelo homem. Ele diz a Pelorat que, em vez de seguir a sua ideia original de ir em busca de pistas na Grande Biblioteca Galáctica de Trantor, ele mudará o destino para o planeta Sayshell, que, segundo Pelorat, pode ter pistas sobre a Terra.
Enquanto isso, após uma espera de vários dias, finalmente começa o julgamento de Gendibal. Com o apoio somente do Presidente em face da oposição de todos os outros sob Delarmi, Gendibal despedaça as acusações ao introduzir sua testemunha, Sura Novi — a aldeã que o salvara. Ele pede ao Conselho que entre na mente dela e verifique que lá há uma alteração minúscula e sutil, que somente uma organização mentálica, poderosa e esquiva poderia ter feito. Ele os avisa que esse novo antagonista tem um plano próprio e diferente do Plano Seldon, e que seja qual for esse plano a Segunda Fundação tem sido um instrumento dele, não um guia. Ele avisa também que Trevize atravessou metade da galáxia em meia hora usando sua avançada nave espacial, e que ele desviou o curso de Trantor para Sayshell por razões desconhecidas. Ambos Gendibal e o Presidente tentam convencer o Conselho de que pode restar quase nenhum tempo para que S.F. retifique a situação.
A destituição de Gengibal fica suspensa, mas Delarmi manobra para que Gendibal e a aldeã sejam enviados ao espaço para seguir Trevize e em turno descobrir os planos da misteriosa organização. Ele concorda com estes termos, e o Presidente, movido pelo talento e compromisso de Gendibal, anuncia que fará dele o seu sucessor caso retorne vivo, assim desmantelando as maquinações de Delarmi para conseguir tal cargo.
Trevize e Pelorat pousam em Sayshell e vão a um centro turístico para saber onde ficam as universidades locais. Eles são cumprimentados por Compor, que explica como ele foi manipulado pela prefeita Branno e forçado a seguir Trevize. Ele tenta fazer as pazes com Trevize, mas falha. Ele lhes conta uma lenda de que a Terra ficou radioativa antes de se ir. Trevize, com sua intuição alertada, percebe pelas palavras de Compor que ele só pode ser um agente da Segunda Fundação.
Em Sayshell, eles se encontram com o professor Quinsentz, que lhes dá as coordenadas de um tal planeta Gaia (nome da Deusa Terra em grego). Eles descobrem que Gaia é um super-organismo no qual todas as coisas, tanto seres vivos quanto inanimados, compartilham duma consciência coletiva comum. O planeta é habitado por seres humanos, e Pelorat se apaixona por uma habitante chamada Bliss. Lá, Trevize descobre que o futuro da galáxia deve ser decidido por ele.
Compor era de fato um agente da S.F. e depois de deixar Sayshell concede sua nave a Gendibal. Gengibal dá de encontro com um vaso de guerra da P.F., sob o comando da prefeita Branno. Os poderes mentálicos de Gendibal vão de encontro e entram num impasse com o campo de força da nave da prefeita; o impasse é então agravado quando Novi, a aldeã, revela ser uma agente da organização misteriosa por trás de tudo, que era Gaia. Ficam os três a certa distância no espaço, as forças de cada um em equilíbrio umas com as outras.
Bliss admite a Trevize que Gaia o guiara todo o tempo a si, para que a sua mente intocada, uma mente de extraordinário poder intuitivo, decida o destino da galáxia entre os caminhos propostos pela Primeira Fundação, pela Segunda Fundação, ou por Gaia. Gaia, apesar de seu grande poder, não achou que sozinha podia fazer essa escolha, e que só alguém como Trevize poderia. Para escolher, ele deve dirigir a sua nave até o local do impasse, impasse que fôra planejado também desde o início por Gaia, e então usar o poder do computador central da nave para: ou amplificar a força mental de Gendibal; ou a força mental de Novi; ou a força do escudo de Branno.
Trevize decide em favor do destino proposto por Gaia: transformar a galáxia num super-organismo como a própria Gaia. A partir daí, Gaia manipula as mentes de Branno e Gendibal, fazendo-os se esquecer da existência de Gaia e dando a cada um a ilusão de ter completado a sua missão. Trevize fez a sua escolha, mas não consegue viver em sossego em Gaia. Para ele não basta intuição para justificar a escolha; ele precisa saber o porquê, e está certo de que a resposta se encontra na Terra.
A série da Fundação, escrita por Isaac Asimov é uma obra de Ficção Científica que descreve em detalhes a história de um futuro distante e de como o destino de seus habitantes é influenciado por uma instituição chamada Fundação Enciclopédica.
O objetivo de Asimov ao escrever o primeiro livro da série era descrever em detalhes a queda de um Império Galático e o surgimento de outro, tomando como inspiração a queda do Império Romano. O personagem central da série chama-se Hari Seldon que embora só apareça pessoalmente em três dos livros influencia toda as obras da Fundação através da ciência que desenvolveu: a Psico-história.
A Psico-história seria um misto de sociologia e matemática. Aplicando fórmulas matemáticas a acontecimentos de seu presente, Seldon conseguia calcular acontecimentos futuros e assim permitir ou tentar evitar que viessem a se confirmar.
As previsões feitas por Hari Seldom eram todas baseadas em estatísticas e probabilidades. A Psico-história usava desses elementos matemáticos aplicados às massas. Funcionava apenas para sociedades inteiras. Para uma elaboração matemática precisa, era necessário que fosse feita a avaliação sociológica, cultural e econômica de sociedades com muitos milhões, ou bilhões de indivíduos. Era totalmente ineficaz a tentativa de aplicar a Psico-história a indivíduos, porque o indivíduo é imprevisível.
Estes são os livros que formam a série da Fundação:
Fonte: Io9 |
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