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Uma visão de Marte: 'Vermes do Inferno' são descobertos uma milha abaixo da superfície da Terra
Escrito por Almirante César   
Qui, 02 de Junho de 2011 15:41
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Os biólogos descobriram criaturas multicelulares complexas a mais um quilômetro abaixo da superfície do planeta pela primeira vez, levantando novas possibilidades sobre a propagação da vida na Terra e a vida potencial em subsolos de outros planetas e luas.

Os dois cientistas, Gaetan Borgonie da Universidade de Ghent, na Bélgica e Onstott Tullis da Universidade de Princeton, disseram que a descoberta de criaturas tão abaixo do solo, com sistemas nervoso, digestivo e reprodutor, era o equivalente a encontrar "Moby Dick no lago Ontário".

Apelidados de "vermes do inferno", os nematódeos, ou vermes, foram descobertas em diversas minas de ouro na África do Sul, onde os pesquisadores também fizeram outras descobertas revolucionárias sobre a vida de uma única célula nos subterrâneos profundos.

"Isso está nos informado algo de novo", disse Onstott, cujo trabalho pioneiro na África do Sul na última década tem revolucionado a compreensão da vida microbiana. "Para uma criatura relativamente complexa, como um nematóide, penetrar profundamente no subsolo que é simplesmente incrível", acrescentou.

Os nematóides subterrâneos, um dos quais foi formalmente nomeado Halicephalobus mephisto e depois como o "Senhor do Submundo", foram descritos esta semana na revista Nature. H. mephisto foi encontrado na água que flui de um poço cerca de um quilômetro abaixo da superfície na mina de ouro Beatrix.

Borgonie disse que apesar dos nematóides serem conhecidos no fundo do oceano profundo, em geral não têm sido encontrados a mais de 10 a 20 metros abaixo da superfície da terra ou do oceano, mas não viu nenhuma razão que não seriam encontrados mais para baixo.

Além de descobrir um novo habitat para a biologia da Terra, Borgonie Onstott salientou que isto poderia ter implicações importantes para a astrobiologia. Micróbios podem estar vivendo abaixo da superfície, fria e seca de Marte, que é bombardeado por radiações nocivas, mas já foi muito mais úmido, mais quente e melhor protegido por uma atmosfera.

"O que descobrimos mostra que condições adversas não necessariamente excluem complexidade", disse Borgonie.

Fonte: The Daily Galaxy
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